Mato Grosso do Sul tem 7.018 presos trabalhando por meio de parcerias com instituições públicas e privadas. Conforme a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), o percentual é de 38,67% dos internos trabalhando dentro e fora dos presídios.
No comparativo com 2017, as parcerias aumentaram de 157 para 247. Nesse mesmo período, a inclusão de apenados em atividades laborais cresceu cerca de 39%. Em 2017, eram 5.058 internos trabalhando.
Um exemplo é o convênio que existe há quatro anos entre a Agepen e a Briketts, do ramo de fabricação de briquetes (lenha ecológica), lenhas e carvão ecológico, com ocupação laboral de 10 reeducandos e cinco egressos.
Gilson da Silva Ferreira, 45 anos, é uma prova de como o trabalho pode transformar destinos. Ele começou sua jornada enquanto ainda cumpria pena em regime semiaberto há quatro anos, e hoje é responsável por gerenciar a produção.
“Com a confiança que me deram, tive a responsabilidade de mudar e tenho conseguido muitas coisas honestamente; tenho minha moto e meu objetivo agora é comprar uma casa, fazer minha esposa feliz e dar orgulho para minha mãe”, afirma Gilson, que está em livramento condicional.
As vantagens ao empregador são : redução de custos financeiros e encargos trabalhistas; Não incide 13º salário, férias, FGTS, INSS (facultativo), encargos sobre rescisões; é possível a substituição dos reeducandos em caso de improdutividade, com solicitação formal; e sem vínculo empregatício.
Matéria: Campo Grande News




