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PM, ex-militar, neonazista, político e dono de clube de tiro: veja quem fazia parte da força paramilitar do traficante que fugiu de helicóptero da PF

Um sargento de uma tropa de elite da PM de Mato Grosso do Sul, ex-militares brasileiros, um neonazista, dono de um clube de tiro e estrangeiros com experiência em conflitos internacionais. Esse é o perfil do grupo paramilitar recrutado pelo megatraficante Antônio Joaquim Mota.

O traficante foi alvo de uma operação da Polícia Federal na última semana na fronteira com o Paraguai, mas que terminou com sua fuga. Fontes no Ministério da Justiça apontam que a informação de que seria preso teria vazado pela polícia paraguaia — eles negam.

Suspeitos de integrarem força paramilitar que faz segurança de megatraficante da fronteira em comemoração (da direita para a esquerda): Giorgio Otta (italiano), Wanderlei Cunha Júnior, Ygor Nunes Nascimento e Jefferson Gustavo Correa Honorato. — Foto: Redes Sociais/Reprodução
Suspeitos de integrarem força paramilitar que faz segurança de megatraficante da fronteira em comemoração (da direita para a esquerda): Giorgio Otta (italiano), Wanderlei Cunha Júnior, Ygor Nunes Nascimento e Jefferson Gustavo Correa Honorato. — Foto: Redes Sociais/Reprodução

A milícia criada por Dom fazia sua segurança e das drogas que transportava. Segundo a Polícia Federal, todos têm cursos nacionais e internacionais na área de segurança privada e em operações militares. Alguns, inclusive, já teriam participado de conflitos como a Guerra da Ucrânia, conflito da Palestina e piratas da Somália.

Na operação, apesar da fuga do traficante, foram presos seis suspeitos. Outros cinco conseguiram fugir. Eles foram identificados em imagens cedidas ao g1 que mostram reuniões em bares e fotos exibindo armas de grosso calibre.

Dois suspeitos de integrarem a milícia do megatraficante Dom, exibindo fuzis: Iuri Silva de Gusmão e Wanderlei Cunha Junior — Foto: Redes Sociais/Reprodução
Dois suspeitos de integrarem a milícia do megatraficante Dom, exibindo fuzis: Iuri Silva de Gusmão e Wanderlei Cunha Junior — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Três suspeitos de integrarem a força paramilitar do megratraficante Dom: Musat Corian Martel, Ygor Nunes Nascimento e Wanderlei Cunha Junior. — Foto: Redes Sociais/Reprodução
Três suspeitos de integrarem a força paramilitar do megratraficante Dom: Musat Corian Martel, Ygor Nunes Nascimento e Wanderlei Cunha Junior. — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Veja abaixo quem são:

 — Foto: Redes Sociais/Reprodução
  • Ygor Nunes Nascimento (preso)

Terceiro sargento da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, estava lotado no DOF, tropa de elite da corporação que atua na região de fronteira. A própria Polícia Militar, com apoio da Polícia Federal (PF), prendeu Ygor, dentro do quartel da unidade em Dourados. Ele foi transferido para o presídio militar em Campo Grande. A secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), diz que não vai comentar o caso. Ele está preso.

Jefferson Gustavo Correa Honorato também é suspeito de integrar a força paramiliar — Foto: Redes Sociais/Reprodução
  • Jefferson Gustavo Correa Honorato (preso)

Jefferson foi preso. Ele é militar da reserva. Foi candidato a vereador nas eleições de 2020 na cidade Santa Luzia, em Minas Gerais, conforme registro do Tribunal Superior Eleitoral. Jà participou, inclusive, de competições de tiro esportivo. Foi preso em Belo Horizonte.

Luis Guilherme Chaparro Fernandes (preso)

Ele é conhecido como Lugui. Aparece como sócio-administrador de um escritório de arquitetura e móveis, em Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense que fica na fronteira seca com Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Ele foi preso na operação.

 — Foto: Redes Sociais/Reprodução

  • Iuri Silva de Gusmão, conhecido como Légio (preso)

Em 2011 quando tinha somente 18 anos foi acusado de ser integrante de grupo neonazista que agredia homossexuais, negros, moradores de rua e outras minorias em Belo Horizonte (MG). Ele também foi preso na operação.

Wanderlei Cunha Júnior, suspeito de integrar a força paramilitar do megatraficante  Dom — Foto: Redes Sociais/Reprodução
  • Wanderlei Cunha Júnior, conhecido como Yamma (preso)

Wanderlei também é um dos presos. Ele se apresenta em rede social como ex-soldado do Exército Brasileiro. Diz que tem Certificado para serviços de proteção em Ambientes de Alto Risco como Empreiteiro Militar Privado, Operador de Proteção Corporativa, Atendimento Tático de Vítimas de Combate e Operador de Segurança Marítima. O perfil ainda ressalta que é instrutor de armas de fogo para revólveres e carabinas (do básico ao tático).

SEM FOTO*

  • Victor Gabriel Gomes Guimarães Romeiro (preso)

Conhecido como Preto, ele é sócio-administrador da empresa Tigre Clube e Escola de Tiro, em Contagem, Minas Gerais. Ele foi preso na operação.

 — Foto: Redes Sociais/Reprodução
  • Alberto Florisbal Schonhofen (foragido)

Aparece nos registros da Receita Federal como titular de uma empresa de comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal, de Charqueadas, no Rio Grande do Sul. Na cidade já foi conselheiro tutelar e trabalhou com escoteiros. Ele conseguiu fugir antes da ação da PF.

SEM FOTO*

  • João Paulo Torres Veiga (foragido)

Conhecido como Checheno. Também conseguiu fugir. Tem uma empresa de cobranças e informações cadastrais registrada em seu nome em Belo Horizonte, Minas Gerais.

 — Foto: Redes Sociais/Reprodução
— Foto: Redes Sociais/Reprodução
  • Giorgio Otta (foragido)

O italiano expõe nas redes sociais fotos armado. Junto do brasileiro Wanderlei Cunha Junior, os parceiros do crime ostentam bebidas e posam com armas para fotos.

 — Foto: Redes Sociais/Reprodução

  • Nikolaos Kifanidis (foragido)

É natural da Grécia. Especialista em segurança pessoal, nas redes sociais se apresenta como “operador” altamente qualificado para proteção individual. O grego é licenciado no uso de armas de fogo, incluindo as de alto calibre, em ostensivas no Oriente Médio e Ásia. Além da atuação com armamento, Kifanidis é especialista em artes marciais e autodefesa. Antes de vir para Mato Grosso do Sul e para o Paraguai, o grego tinha residência física em Londres.

 — Foto: Redes Sociais/Reprodução
  • Musat Corian Martel: (foragido)

É romeno.

Créditos: G1 MS

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