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Subtenente morta é 3º caso de feminicídio que assassino tenta simular suicídio em MS

O feminicídio de Marlene de Brito Rodrigues, subtenente da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), é o terceiro neste ano em Mato Grosso do Sul em que o assassino tenta alegar suicídio da vítima ao ser flagrado na cena do crime. A subtenente foi morta a tiro no final da manhã desta segunda-feira (6), no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande. Ela foi encontrada fardada e já sem vida.

Há um mês, no dia 6 de março, em Anastácio, Leise Aparecida Cruz foi encontrada morta dentro da própria casa. O marido, de 51 anos, alegou inicialmente que a esposa havia cometido suicídio devido a uma depressão. No entanto, as investigações avançaram, e ele confessou o crime no dia seguinte, afirmando ter asfixiado a vítima.

Leise é mais uma vítima de feminicídio em MS. (Foto: Reprodução, Rede Social)

O segundo caso suspeito é o de Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, de Campo Grande, também no dia 6 de março deste ano. A jovem foi levada para a Santa Casa, após sofrer convulsão, e faleceu na madrugada do sábado (7).

A polícia investiga o feminicídio e não descarta a versão, apesar de o namorado ter dito que ela teria bebido água com cocaína na casa dele após os dois discutirem por ciúmes.

“Ela sofria violência doméstica com o cara, já tinha prestado boletim de ocorrência contra ele. Ele tinha vazado vídeos íntimos dela, a ameaçava, coagia e agredia constantemente”, relatou João Victor Lira Braga, primo de Ludmila.

Ludmila tinha 25 anos e faleceu na Santa Casa de Campo Grande. (Arquivo Pessoal)

Subtenente da Polícia Militar

A policial Marlene de Brito Rodrigues teria ido para casa almoçar. Lá, encontrou o namorado, o qual afirmou de início, aos policiais, que ela teria cometido suicídio por supostamente não aceitar o fim do relacionamento.

No entanto, o namorado foi levado pela polícia algemado e preso em flagrante pelo feminicídio. Ele teria confessado o crime, durante as apurações policiais no local. Ao sair da casa para entrar no camburão, ele foi xingado pelos vizinhos de ‘assassino’.

O companheiro da militar teria sido flagrado com uma arma na mão por testemunhas, e, em seu corpo, possíveis marcas de sangue foram encontradas.

Marlene atuava na Ajudância Geral, no Comando Militar, e estava há 37 anos na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ela se formou na terceira turma de soldados femininos do Estado.

Equipes da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) estão no local, além da PM.

 

Fonte: Jornal Midiamax

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