O motorista de uma caminhonete morreu ao capotar o veículo na MS-156, entre Amambai e Caarapó, na noite desta quinta-feira (27). A Mitsubishi Triton estava carregada de maconha e o acidente ocorreu enquanto o motorista era perseguido por uma viatura da Polícia Rodoviária Estadual.
Esta foi a segunda morte na semana em acidentes envolvendo motoristas a serviço do narcotráfico no sul do estado.
Na segunda-feira (24) à noite, o caminhoneiro Gustavo Novakoski, 33 anos, morreu na MS-160, em Sete Quedas. No dia seguinte, a polícia encontrou cerca de 3,7 toneladas de maconha em um fundo falso da carreta que ele conduzia.
Gustavo dirigia a carreta quando um caminhão tentou realizar uma ultrapassagem e durante a manobra, a carreta tocou de raspão no caminhão e Gustavo perdeu o controle da direção, saiu da pista e bateu em troncos de árvores, às margens da rodovia.
Com o impacto, o semirreboque acabou indo para cima da cabine da carreta e o motorista morreu prensado. No dia seguinte, durante os trabalhos para retirar a droga, o caminhão acabou pegando fogo em decorrência de faíscas procedentes da serra para cortar as ferragens e o caminhão foi parcialmente consumido pelo fogo.
MANOBRA BRUSCA
No caso desta quinta-feira, o motorista que ainda não havia sido identificado até o começo da manhã desta sexta-feira, de acordo com a Polícia Militar Rodoviária, equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) tentaram abordar o veículo, mas o motorista não obedeceu à ordem de parada e fugiu em alta velocidade.
Conforme as informações iniciais, um motociclista que trafegava no sentido contrário teria provocado uma manobra brusca do condutor da caminhonete, que perdeu o controle, saiu da pista e capotou diversas vezes.
Centenas de tabletes de maconha ficaram espalhadas na rodovia e no acostamento. Segundo a PMR, no veículo havia 1.316 quilos de maconha, 23 kg de skank e 100 gramas de haxixe. O carregamento foi avaliado em R$ 3,6 milhões.
Nesta prática, conhecida como “cavalo doido”, motoristas costumam abarrotar caminhonetes com maconha, com dissimulação mínima, e viajar geralmente durante o período noturno, quando a fiscalização policial é menor. Neste caso, porém, o correu uma tentativa de abordagem por volta das 20 horas e o caso teve desfecho trágico.
Matéria: Correio do Estado