A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a Operação Arsenal Oculto contra grupo criminoso especializado no comércio ilegal de armas de fogo e munições em Mato Grosso do Sul. Ao todo são cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo.
De acordo com a PF (Polícia Federal), as investigações começaram após a perícia técnica em um celular apreendido durante a Operação Hereditas Damnare, realizada em outubro de 2025, contra uma organização que usava caminhonetes clonadas e empresas de fachada para o tráfico de drogas.
O pente-fino no aparelho revelou conversas e indícios diretos da existência de uma rede clandestina dedicada à negociação de armamentos na região. Ainda conforme a PF, o grupo criminoso atuava desde a captação de armas e munições até a busca por compradores e a intermediação direta das vendas, lucrando com as transações ilícitas.
Hereditas Damnare
A operação foi deflagrada no dia 2 de outubro do ano passado pela Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) – composta pela Polícia Federal, Polícia Penal Federal, Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, Polícia Militar Rodoviária de MS, Polícia Civil de MS e Polícia Penal.
Na ocasião foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, sendo 11 em Mato Grosso do Sul (Campo Grande, Dourados e Ponta Porã), oito em São Paulo (Grande São Paulo e Bauru) e um na Bahia e 15 mandados de prisão, além de determinar o bloqueio de bens dos investigados no valor de R$ 5,4 milhões.
A investigação revelou que os criminosos mantinham empresas de transporte registradas em nome de integrantes da facção, usadas para dar aparência de legalidade ao esquema. A droga era trazida da fronteira paraguaia em veículos de grande porte e distribuída para grandes centros urbanos, como São Paulo.
Na Capital, dois condomínios foram alvo da ação: o Castello Di Pietro, no bairro Rita Vieira, e o Parque Castelo de Andorra, na Avenida Senador Antônio Mendes Canale, no bairro Pioneiros. No segundo endereço, moradores relataram intensa movimentação policial logo cedo.
Em julho deste ano, a Justiça condenou Luciano do Nascimento Santos, Daniel Pereira Ramos e Allifer de Oliveira pelo transporte de drogas do Paraguai até Campo Grande. As penas somam 57 anos de prisão em regime fechado.
Luciano foi apontado como líder do esquema e recebeu a pena de 26 anos, três meses e 23 dias de prisão. Daniel e Allifer foram condenados a 15 anos e dois meses. Os três podem recorrer, mas seguirão presos. A sentença é assinada pela juíza Jéssica Flores Silva.
Matéria: Campo Grande News




