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Acusado de comandar tráfico na fronteira de MS há 20 anos é preso em operação da PF

Rogério Siqueira Azambuja é um dos alvos da Operação Lucis, realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (19). Agentes cumpriram mandado de prisão preventiva contra o acusado pelos crimes de organização criminosa e tráfico transnacional de drogas.

Segundo detalhes da prisão, Rogério teria participação em organização criminosa voltada para o tráfico na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, Paraguai. No entanto, esta não é a primeira vez que o empresário é alvo da polícia.

Em 2004, a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Ciclone. Os policiais miravam uma das maiores quadrilhas de tráfico do país na época, que traficava droga desde a fronteira até a cidade litorânea, além de São Paulo e Maranhão.

Operação Ciclone

Conforme a Polícia Civil, naquela época, o grupo fornecia maconha na região da zona sul do Rio de Janeiro. Após mais de 320 horas de escuta telefônica, os policiais conseguiram identificar o grupo.

Então, a Justiça expediu 13 mandados de prisão. Na época, a polícia chegou a apontar Rogério como “chefe do bando”, conforme notícia daquele ano divulgada pela Revista Istoé.

Rogério era sócio de uma empresa de importação e exportação, câmbio e turismo. Desta forma, o grupo traficava a droga diretamente do Paraguai, por meio da via Dutra até o Rio de Janeiro. Lá, os suspeitos distribuíam o entorpecente pelos bairros da cidade.

Outras investigações

Em 2021, decisão da Justiça Federal sobre processo por lavagem de dinheiro, ao qual Rogério respondia, acusa-o novamente de tráfico de drogas.

Na peça, há o relato de que sentença anterior traz os indicativos do tráfico praticado pelo empresário, bem como depoimento de um delegado federal que cita os crimes de Rogério no mundo das drogas, “a partir do Paraguai, como chefe de traficantes”.

Além disso, em 2023, Rogério foi condenado por tráfico, acusado pela Justiça Federal de Naviraí de ser mandante em um esquema de tráfico de drogas e armas. A pena foi de mais de 18 anos de prisão.

O que diz a defesa

Em nota, a defesa de Rogério, feita pela advogada Diana de Souza Pracz Takeuchi, informou que está se inteirando dos fatos.

Confira na íntegra:

“A defesa de Rogerio Siqueira Azambuja informa que, neste momento, está se inteirando dos autos e analisando os elementos constantes no procedimento, considerando que o processo tramita sob segredo de justiça, circunstância que até então limitava o acesso integral às informações pela defesa técnica.

Esclarece, ainda, que Rogerio encontra-se à disposição da Justiça para todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, reafirmando que não possui qualquer envolvimento com os fatos que lhe são atribuídos. A defesa confia que, após a análise completa dos autos e o regular andamento processual, todos os fatos serão devidamente esclarecidos”.

Operação Lucis

Equipes da Polícia Federal cumpriram mandados em Campo Grande, Dourados e Ponta Porã nesta terça-feira. Entre os locais, os agentes foram até uma casa de alto padrão no Nossa Senhora das Graças.

A PF investiga os crimes de organização criminosa, tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, entre outros. Além de Mato Grosso do Sul, os agentes também cumprem mandados em Mato Grosso, São Paulo e Bahia.

As investigações começaram em 2024, quando policiais apreenderam mais de meia tonelada de cocaína em Ponta Porã.

 

Fonte: Jornal Midiamax

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