InícioJustiçaSerralheiro é condenado a 16 anos de prisão por estupro de sobrinha

Serralheiro é condenado a 16 anos de prisão por estupro de sobrinha

O serralheiro de 53 anos foi sentenciado por estupro de vulnerável cometido contra a sobrinha, uma menina de 4 anos. O caso começou a ser investigado pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) em abril de 2022, quando a mãe da vítima procurou a polícia. O caso tramitou em sigilo, mas o homem foi preso pela Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) após a condenação transitar em julgado.

Durante o processo, depoimentos de testemunhas e laudos técnicos reforçaram a acusação. Entre os relatos colhidos, um primo da vítima, de 12 anos, afirmou ter presenciado momentos em que o tio agia de forma suspeita com a menina. Com isso, ele foi sentenciado a 16 anos e quatro meses de prisão em regime fechado.

A sentença fixou o cumprimento da pena em regime inicialmente fechado. O réu, que exercia atividade remunerada como autônomo antes da prisão, não poderá recorrer em liberdade. Conforme diretrizes de proteção à criança, o nome do envolvido e detalhes que possam identificar a vítima foram preservados.

O mandado de prisão foi expedido com validade até fevereiro de 2046 e na última sexta-feira (10),  equipe da Deam capturou o serralheiro.

Caso

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na época, a menina passou alguns dias com a avó em uma chácara. Em um momento de brincadeiras, ela contou que o tio havia passado a mão em suas partes íntimas. O homem buscava a criança duas vezes por semana na escola e ficava com ela por cerca de duas horas, até que a mãe fosse buscá-la.

A mulher contou ainda que a filha havia reclamado de ardência no momento do banho e estava apresentando febre constante. Por isso, a mãe levou a menina ao médico, que orientou que procurasse a polícia, já que não havia encontrado a causa dos sintomas e que poderia ter origem psicológica.

Na delegacia, ela contou ainda que a menina afirmou que um primo de 12 anos chegou a presenciar alguns abusos e não sabia precisar a data do crime e quantas vezes teria acontecido.

Matéria: Campo Grande News

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