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Gaeco cita planos de família Razuk ao prender 20 por jogo do bicho em Mato Grosso do Sul

A organização criminosa baseada em Dourados que explorava o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul tinha planos de expandir a operação ilegal, conforme a denúncia que levou à prisão 20 pessoas investigadas na quarta fase da Operação Successione. Do grupo, apenas Roberto Razuk conseguiu prisão domiciliar.

Na terça-feira (25), o Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), com o apoio da PMMS (Polícia Militar de MS), cumpriu 27 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão. Não há informações se o advogado Rhiad Abdulahad foi preso.

Na decisão da juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias de Campo Grande, os promotores voltam a citar o deputado estadual Neno Razuk (PL) como líder do esquema, e ainda em busca de expandir os “negócios” para além da região de Dourados.

Pai de Neno, o empresário e ex-deputado federal Roberto Razuk ainda exerce influência na operação ilegal. Nos anos 1990, Roberto recebeu de Fahd Jamil — preso na Operação Omertà, contra o jogo do bicho em Campo Grande — o comando da organização na região sul do Estado.

Família de Roberto Razuk queria levar jogo do bicho para Goiás

A juíza cita que o MP descobriu que outros filhos de Razuk, Jorge e Rafael, levaram as apostas para a internet. Jorge teria aberto um site para o jogo do bicho, enquanto Rafael é sócio em uma bet.

Na outra frente, o empresário Sérgio Roberto Balthazar era responsável pelas máquinas do jogo no formato físico. A organização criminosa ainda tinha pessoas que tinham tarefas como recolher o dinheiro da operação ilícita, monitorar os rivais, operar as máquinas, cuidar das apostas e até barrar investigações e apreensões.

O empresário Willian Ribeiro de Oliveira, influente em Goiás, foi escalado pelo clã Razuk para estudar a possibilidade de expandir os “negócios” para o estado vizinho, até mesmo antagonizando o poderoso grupo do famoso bicheiro Carlinhos Cachoeira, que foi personagem de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) no Congresso Nacional em 2012.

“A gravidade concreta dos delitos atribuídos aos representados e colaboradores também se encontra consubstanciada nos documentos encartados nos autos e que instruem a representação, dando conta da extensão e gravidade das infrações praticadas pelo grupo criminoso, não apenas para se manterem no comando da exploração dos jogos de azar, como também para eliminarem a concorrência e tomarem os territórios operados pelo grupos rivais, o que gera uma guerra entre as organizações criminosas instaladas no Estado e com origem e/ou conexão em outros Estados da Federação, passando a praticar os mais variados e graves ilícitos, que vão desde simples contravenções do jogo do bicho até crimes de homicídio qualificado, inclusive com promessa de recompensa”, observa a magistrada.

Ao decretar a prisão preventiva, May Melke cita ainda que os Razuk estariam em atividade desde 2021 para ocupar o vácuo deixado pela família Name, que explorava o jogo do bicho na Capital e foi “derrubada” pela Operação Omertà, em 2019.

Veja a lista completa de alvos:

  1. Roberto Razuk, empresário e ex-deputado estadual
  2. Rafael Godoy Razuk, filho de Roberto
  3. Jorge Razuk Neto, filho de Roberto
  4. Sérgio Donizete Balthazar, empresário
  5. Flávio Henrique Espíndola Figueiredo
  6. Jonathan Gimenez Grance (“Cabeça”), empresário
  7. Samuel Ozório Júnior, comerciante
  8. Odair da Silva Machado (“Gaúcho”)
  9. Gerson Chahuan Tobji
  10. Marco Aurélio Horta, chefe de gabinete de Neno Razuk
  11. Anderson Lima Gonçalves, sargento da Polícia Militar de MS
  12. Paulo Roberto Franco Ferreira
  13. Anderson Alberto Gaúna
  14. Willian Ribeiro de Oliveira, empresário
  15. Marcelo Tadeu Cabral, empresário e suplente de vereador em Corumbá
  16. Franklin Gandra Belga
  17. Jean Cardoso Cavalini
  18. Paulo do Carmo Sgrinholi
  19. Willian Augusto Lopes Sgrinholi
  20. Rhiad Abdulahad, advogado

Gaeco deflagra quarta fase da Operação Successione

Na terça-feira, 25 de novembro de 2025, o Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou a quarta fase da Operação Successione, contra uma organização criminosa que explora jogos ilegais.

Foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 27 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju e Ponta Porã. Alvos também foram identificados no Paraná, em Goiás e no Rio Grande do Sul.

Em dezembro de 2023, o Gaeco identificou que o grupo tentou assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande, após a derrocada da família Name na Operação Omertà, em dezembro de 2019.

O deputado estadual Neno Razuk (PL) — filho de Roberto Razuk — é apontado pelos promotores como líder da organização criminosa que contava com policiais militares como ‘gerentes’ do grupo que controlava o jogo do bicho no Estado.

Os mandados foram cumpridos em endereços dos pais de Neno, do chefe de gabinete dele e de Rhiad.

Roberto Razuk foi apontado pelo Gaeco como antigo chefe da operação do jogo do bicho na região sul do Estado. Até a década de 1990, o esquema em todo o Mato Grosso do Sul era liderado por Fahd Jamil, também alvo da Successione em fases anteriores.

Fahd deixou o comando da organização criminosa e dividiu a operação em duas frentes: a região de Campo Grande ficou com Jamil Name e a região de Dourados e Ponta Porã passou para Roberto Razuk. O antigo líder ficou distante, mas manteve influência, como mostrou reportagem da revista Piauí, em dezembro de 2024.

 

Fonte: Jornal Midiamax

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