Kenedy Deivid Pantaleão Ferreira, de 22 anos, procurado pelo assassinato de Edvaldo Galeano Urunaga, de 45 anos, na noite deste sábado (30), em Campo Grande, é tio da menina de seis anos, morta estrangulada após ser estuprada por um conhecido da família. Segundo a polícia, Kenedy e o comparsa, Keterson Fernandes Gimenes, mataram Edvaldo a golpes de facão. Ambos os suspeitos são sobrinhos da vítima e seguem foragidos.
O assassinato foi registrado na mesma vila de casas onde a menina de seis anos vivia com a família, na Vila Taquarussu. Testemunhas relataram que o crime ocorreu após desentendimento banal, envolvendo uma sacola de lixo deixada no corredor de acesso às residências.

Conforme o boletim de ocorrência, pela manhã, vizinhos haviam reclamado da situação, e Edvaldo questionou uma mulher identificada como Kenia sobre o lixo. A mulher deu resposta ríspida, dizendo que não sabia de lixo e “a gente está aqui de luto”, referindo-se à morte da criança.
No fim da tarde, a filha de uma das vizinhas retomou a discussão, gerando nova confusão. Ainda conforme registro policial, a vítima, que consumia bebida alcoólica, saiu do local e, na sequência, retornou na companhia de outro rapaz, em posse de um facão, proferindo ameaças à Kenia.
Durante a confusão, Kenedy acertou Edvaldo com um pedaço de madeira na cabeça. Já caído, Edvaldo foi golpeado por Kenedy e Keterson com o facão. Ele morreu no local. Após o crime, os autores fugiram do local e ainda não foram localizados.
Kenedy e o irmão, padrasto da menina assassinada, tem passagem na polícia por furto de uma peça de uma construtora, avaliada em R$ 8 mil.
Estupro e morte
Kenedy é tio da menina de apenas seis anos, que foi estuprada e morta na madrugada de quinta-feira (28), em Campo Grande. Ela estava em casa quando foi levada de lá para “passear” pelo seu assassino, Marcos Willian Teixeira Timóteo, que era amigo da família.
A menina foi estuprada e morta na casa dele, na Vila Carvalho. O Conselho Tutelar acompanhava o caso como vulnerabilidade social.
“Ele (Marcos Wilian) certamente já estava rondando a criança, percebia a fragilidade da família, eles analisam para perceber se vão conseguir abusar. Percebem se uma criança que fica mais solta, livre na rua, se fala com qualquer um. São um prato cheio para o abusador”, explica a psicanalista Viviane Vaz.
A especialista afirma que os pais e responsáveis precisam ser mais desconfiados e estarem a todo tempo alerta.
Matéria: Campo Grande News




