Dois homens, que seguiam em uma BMW 320i, foram baleados durante a madrugada deste sábado (31) em Bonito, a 260 quilômetros de Campo Grande. Um deles, o motorista, identificado como Diego Macedo Juiz, de 39 anos, conhecido como “Proibido”, suposto integrante da facção PCC (Primeiro Comando da Capital), morreu no local do crime.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, além de Diego, o passageiro também foi baleado. Ele foi resgatado pelos serviços de atendimento e levado com vida para o hospital de Bonito.
O crime ocorreu durante a madrugada, na região central da cidade turística, e os dois foram encontrados desacordados e feridos dentro do carro de luxo, que ficou repleto de marcas de sangue devido aos ferimentos causados pelos tiros. Até o momento, não se sabe a motivação ou quem são os autores deste crime.
Diego
Diego estava solto desde o dia 14 de maio deste ano. Mas a vida de “Proibido” no crime iniciou-se em julho de 2015, como autor de um homicídio qualificado cometido em Ponta Porã e registrado pela DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa).
O crime está relacionado à morte de Marcos Daniel Medina, ocorrida em 15 de julho de 2015. Segundo denúncia do Ministério Público Estadual, Diego desempenhava função de disciplina do PCC na fronteira com o Paraguai e, devido a um desacerto com a facção, foi decidido que Marcos Daniel deveria ser assassinado. Por este motivo, o réu contratou a vítima para fazer transporte de drogas, como forma de atraí-la para uma emboscada.
Ele ofereceu R$ 3 mil a Marcos Daniel e combinou de se encontrarem em uma estrada vicinal na Colônia Portera Ortiz, entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã. Diego chamou Américo, pistoleiro conhecido da região, e lhe forneceu transporte para a execução. Quando eles chegaram ao local combinado, encontraram-se com a vítima, que os esperava. Américo, um antigo comparsa de “Proibido”, matou, então, Marcos Daniel, com 13 tiros de pistola.
Além do homicídio, Diego tinha outras duas passagens, registradas em outubro de 2018, por resistência e desobediência.
Fonte: Jornal Midiamax




