Deputado quer informações sobre condições da estrutura e avalia ponte provisória para reduzir impacto sobre produtores e transportadores
A restrição ao tráfego de veículos pesados na ponte do km 205 da MS-040, em Santa Rita do Pardo, colocou no centro do debate uma questão que vai além da própria estrutura: o impacto sobre o transporte de cargas, a produção rural e a rotina de quem depende da rodovia. Diante do problema, o deputado estadual Caravina apresentou requerimento cobrando da concessionária Caminhos da Celulose e da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS) informações e providências para garantir uma solução segura para o trecho.
A MS-040 é um importante corredor de circulação e escoamento da produção no Estado, utilizado para o transporte de pessoas, insumos, mercadorias e produção agropecuária. No km 205, sobre o Ribeirão Ponte de Pedra, a passagem de caminhões foi impedida por barreiras de concreto, enquanto os veículos leves passaram a utilizar o sistema de Pare e Siga. Segundo a justificativa apresentada pelo parlamentar, a restrição já vinha provocando dificuldades para o transporte de bovinos, o abastecimento de propriedades rurais e o deslocamento de cargas e insumos, além da formação de filas.
No requerimento, Caravina não se limita a cobrar informações sobre a obra. O parlamentar quer saber qual é a situação estrutural da ponte, quais avaliações técnicas foram realizadas e quais intervenções são necessárias para que o tráfego de veículos pesados possa ser retomado com segurança. Também solicita que a concessionária apresente o cronograma previsto para os serviços e o prazo estimado para a liberação completa da estrutura.
A cobrança ganhou ainda mais relevância diante das intervenções atualmente realizadas pela Caminhos da Celulose. A concessionária iniciou, em setembro, obras de revitalização nas pontes dos quilômetros 205 e 223 da MS-040. Durante os trabalhos, veículos pesados estão impedidos de passar, enquanto veículos leves seguem em sistema de Pare e Siga. A empresa orienta caminhões que fazem o trajeto entre São Paulo, Bataguassu e Campo Grande a utilizarem a BR-267 como alternativa.
É justamente para evitar que uma restrição necessária à segurança se transforme em um problema prolongado para a economia local que Caravina incluiu no requerimento uma alternativa emergencial. Caso o impedimento ao tráfego de caminhões permaneça por período extenso, o deputado questiona se existe avaliação técnica ou planejamento para a instalação de uma ponte móvel, provisória ou estrutura equivalente, capaz de restabelecer o fluxo de veículos pesados com segurança.
A preocupação também envolve a fiscalização do contrato de concessão. A MS-040 integra a Rota da Celulose, cuja administração está sob responsabilidade da Caminhos da Celulose, enquanto a AGEMS exerce a função de regulação e fiscalização. Por isso, Caravina quer saber quais providências a agência já adotou e quais pretende tomar para acompanhar a situação e verificar o cumprimento das obrigações previstas na concessão.
A atuação segue uma linha que o deputado tem adotado em relação à infraestrutura rodoviária: cobrar não apenas a execução das obras, mas também previsibilidade, segurança e alternativas para quem depende das rodovias. No documento, Caravina destaca que o objetivo é preservar a segurança da estrutura sem permitir que a restrição se prolongue além do estritamente necessário, ampliando os prejuízos para a população e o setor produtivo.




