No 4º dia da Operação Nemesis, policiais penais fazem pente-fino no Presídio de Segurança Máxima, em Campo Grande. Nesta sexta-feira (4), policiais penais fazem buscas por celulares e drogas.
Além de buscas por ilícitos, os policiais reúnem informações para fortalecer o sistema de segurança, segundo a assessoria da Agepen-MS. Na quarta-feira (2), cerca de 33 presos foram transferidos para outras unidades penais.
Além da Polícia Penal, atua a Força Penal Nacional. Ainda, segundo a Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), a operação ocorre após a “identificação de manifestação coletiva de apoio ou alusão a organização criminosa na unidade”. Ou seja, após a comemoração do aniversário do PCC.
Ações contra o uso de drones
Desde 25 de agosto, a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul e a Força Penal Nacional atuam nas unidades de Campo Grande e Dourados, com monitoramento e interceptação de aeronaves remotamente pilotadas.
Nesse período, a atuação conjunta já resultou na apreensão de:
- 2 drones;
- 14 aparelhos celulares;
- 5 carregadores;
- 1 rolo de linha reforçada utilizado no acoplamento de cargas;
- aproximadamente 1,7 kg de substância com características semelhantes à maconha;
- cerca de 250 g de substância com características semelhantes à cocaína.
Aniversário do PCC
“Aniversário do comando, 33 anos. Mato Grosso do Sul, Máxima em Campo Grande, maior sede do PCC dentro do estado de MS”, diz o criminoso, não identificado até o momento. A fala aparece em um dos vídeos divulgados de dentro do presídio, na comemoração do aniversário do PCC.
Os vídeos ainda mostram uma mesa cheia de cocaína para a ‘comemoração’ dos presos.
O PCC ‘nasceu’ em 31 de agosto de 1993, e a comemoração dentro do presídio não é fato novo. Em 2016, reportagens mostraram imagens dos presos comemorando o aniversário da facção também chegaram ao jornal.
Na época, as fotos eram de Alexandrinho, o Alexandre Barreto de Castro. Ele estava preso por matar o policial militar Rony Maickon Varoni de Moura da Silva. Anos depois, já em liberdade, Alexandrinho morreu em confronto com a Polícia Militar, em 2022.
A Agepen-MS afirma ainda que as drogas entraram na Máxima por meio de arremessos de drones. Recentemente, a Polícia Penal e a Força Penal Nacional teriam intensificado o monitoramento, interceptando 13 tentativas de entrega por drones na unidade penal entre os dias 25 e 29 de agosto.
No entanto, a ação não impediu a entrada do entorpecente no presídio, conforme os presos exibiram nos vídeos. Após a divulgação de reportagem e cobrança de ações, a Agepen-MS informou que realizou um pente-fino no presídio.




