InícioSem categoriaMulher encontrada enterrada com pernas amarradas estava desaparecida há meses em MS

Mulher encontrada enterrada com pernas amarradas estava desaparecida há meses em MS

Em fevereiro, a família de Izabele Cristine da Silva Santos, de 30 anos, teria ido à Delegacia de Três Lagoas para registrar um boletim de ocorrência por desaparecimento. O corpo da mulher foi encontrado enterrado em uma cova na cidade de Inocência, a 329 km de Campo Grande.

O caso ganhou repercussão nesta quinta-feira (27), após a Polícia Civil de Inocência localizar Izabele sem vida. Ela estava com o corpo dobrado, com as pernas amarradas ao tronco, enterrada em uma cova.

Duas mulheres foram presas pelo crime, sendo uma em Campo Grande por policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e outra em Cuiabá (MT).

Conforme apurou a reportagem, um boletim de ocorrência de desaparecimento havia sido registrado em Três Lagoas, no mês de fevereiro, ou seja, há cerca de seis meses.

Entretanto, em março, uma página no Facebook havia comunicado o desaparecimento da mulher. Na ocasião, foi mencionado que o último contato com a família teria acontecido no dia 20 de janeiro e, desde então, não houve mais nenhuma notícia.

Inclusive, naquele momento, a família acreditava que ela poderia estar em Inocência, cidade na qual o corpo dela foi localizado. Foi mencionado que Izabela possuía deficiência intelectual e estava em tratamento psiquiátrico por dependência química.

Caso

Conforme os detalhes da investigação, divulgados pela Delegacia de Polícia Civil de Inocência, a mulher foi encontrada com o corpo dobrado, com as pernas amarradas ao tronco, enterrada em uma cova. Uma das suspeitas do crime foi localizada em Campo Grande (MS), na quarta-feira (26), em diligência realizada com o apoio do GARRAS (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros).

Já a outra suspeita foi detida em Cuiabá (MT) por equipes da Polícia Civil de Mato Grosso. Ambas tiveram a prisão temporária decretada, por meio de mandado expedido pela Vara Única da Comarca de Inocência, e permanecem à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil prossegue com as diligências necessárias para esclarecer o crime.

“Desde o início das apurações, a equipe da Delegacia de Polícia Civil de Inocência realizou intenso trabalho de levantamento de informações, cruzamento de dados, análise dos elementos reunidos e execução de diligências de campo, permitindo reconstruir, de forma progressiva, a dinâmica dos acontecimentos e identificar pessoas que poderiam estar relacionadas ao desaparecimento da vítima”, informou a delegacia, por meio de nota à imprensa.

Conforme a nota, a investigação aponta que a vítima teria sido agredida nas proximidades de um estabelecimento e, posteriormente, levada para o interior do local. As agressões teriam começado devido a um desentendimento ocasionado pelo consumo de entorpecentes que, supostamente, pertenciam às investigadas. A vítima teria sido submetida a diversas agressões físicas e, posteriormente, morta com um corte no pescoço durante a madrugada.

Para encobrir o crime e dificultar a localização do corpo, as investigações apontam que as suspeitas teriam dobrado o cadáver da vítima e amarrado as pernas junto ao tronco. O corpo foi, posteriormente, enterrado em uma cova, que foi fechada e recoberta com terra. Segundo a polícia, o cadáver deve passar por exames médico-legais e perícias para esclarecer a causa e as circunstâncias da morte.

O caso é investigado, em tese, como homicídio qualificado por motivo torpe e ocultação de cadáver. A classificação poderá ser alterada conforme o avanço das investigações e os resultados das perícias.

Movimentação na principal avenida de Inocência. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)Fonte: Midiamax

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