A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, nesta sexta-feira (31), a Operação Jacadigo para cumprir mandados judiciais relacionados à investigação do desaparecimento de Kelvin Anunciação Saavedra Alves de Lima, em Corumbá. A ação resultou no cumprimento de cinco dos seis mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça e de 10 mandados de busca e apreensão. Thiago Junior Galeano de Lima, segue foragido.
Segundo a investigação, Kelvin teria sido privado de liberdade em Corumbá, mantido em cativeiro e, posteriormente, levado para a Bolívia. A Polícia Civil informou que há fortes indícios de que o trabalhador tenha sido vítima de homicídio e de ocultação de cadáver.
As buscas foram realizadas em imóveis localizados nos bairros Cristo Redentor, Centro, Popular Velha, Popular Nova, Guatós e Nova Corumbá, em Corumbá, além de um endereço ligado a um dos investigados em outro município.
Durante a operação, policiais apreenderam objetos que passarão por perícia. O material será analisado para esclarecer a dinâmica do crime, identificar outros envolvidos e auxiliar na localização de Kelvin, de seu corpo ou de seus restos mortais.
A operação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá, com apoio da Delegacia de Polícia de Ladário, Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), DAIJI, Garras e 1ª Delegacia de Polícia de Aquidauana.
Quase quatro meses de espera
Kelvin Anunciação Saavedra desapareceu no dia 26 de março de 2026. De acordo com a família, ele saiu de casa por volta das 11h40 após receber uma ligação de uma pessoa que teria solicitado o conserto de uma motocicleta.
Pouco depois, por volta do meio-dia, os familiares tentaram entrar em contato, mas o telefone já estava desligado. A última visualização do aplicativo de mensagens ocorreu às 11h50.
Desde então, familiares passaram a fazer buscas por conta própria. Informações obtidas por eles indicavam que Kelvin teria sido sequestrado por quatro homens armados no bairro Jatobazinho. Os suspeitos estariam em um Chevrolet Onix branco, com vidros escurecidos.
A irmã de Kelvin, Tarissa Saavedra Monteiro, conta que as poucas informações reunidas pela família vieram de moradores da região onde o crime teria ocorrido.
“Segundo as informações que conseguimos, que eram as únicas que tínhamos, foi lá no bairro Jatobazinho. Nos locais para onde fomos direcionados, a maioria das câmeras não funcionava e as outras transmitiam apenas imagens em tempo real, sem possibilidade de recuperar gravações anteriores. Isso foi confirmado pelos próprios moradores”, relatou.
Segundo Tarissa, testemunhas contaram que havia crianças e outras pessoas na rua no momento da abordagem. Assustados com a ação dos criminosos, todos correram para dentro de casa.
“Por causa do susto, ninguém conseguiu identificar as pessoas que participaram da ação. A única informação que conseguiram passar foi sobre o veículo utilizado”, disse.
Mesmo com a operação desta sexta-feira, Tarissa afirma que a família continua aguardando respostas. Segundo ela, durante todo esse período, a Polícia Civil informou apenas que o caso seguia sob sigilo e que as investigações estavam em andamento.
“Eles sempre reforçavam que o caso estava sob investigação e em sigilo, mas diziam que tudo estava sendo feito”, afirmou.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas informações serão preservadas para não comprometer as diligências, a segurança das testemunhas e o andamento do inquérito.
Fonte: G1 MS




