Um empresário de Campo Grande é suspeito de aplicar golpes que causaram prejuízos de mais de R$ 165 mil a pelo menos duas clientes. Segundo as denúncias, ele teria prometido investimentos com rendimento mensal de 5%, mas, cerca de dois anos depois, as vítimas afirmam que não receberam o retorno esperado e ainda perderam o acesso ao aplicativo utilizado para acompanhar as supostas aplicações.
A reportagem do Midiamax teve acesso aos boletins de ocorrência, após ser procurada por duas vítimas, que somam prejuízo de R$ 166 mil. As denúncias foram registradas recentemente; no entanto, conforme os relatos, os investimentos foram aplicados entre outubro e novembro de 2024.
Uma das vítimas – que prefere não se identificar – conta que conheceu o suspeito por meio de uma parente. “Eles frequentavam a mesma igreja”, explica. Em conversas com o empresário, ela concordou em aplicar os investimentos na empresa dele.
R$ 150 mil em investimentos
Para isso, segundo o registro policial, a vítima transferiu R$ 120 mil. A transação foi efetuada no dia 7 de novembro de 2024. Depois disso, ela repassou um veículo no valor de R$ 30 mil, totalizando R$ 150 mil em investimentos. A promessa, de acordo com ela, era de que os lucros do investimento seriam devolvidos em maio de 2025.
“Até agora não recebi a renda prometida e muito menos o capital investido. Isso nos trouxe um grave problema financeiro; inclusive, a empresa do meu esposo teve que recorrer a empréstimos bancários. Me sinto lesada, engada, roubada, ludibriada e arrasada com toda esta situação”, relata.
Uma segunda vítima também registrou um boletim de ocorrência contra o empresário. À polícia, a mulher informou que foi apresentada ao autor em outubro de 2024. Na ocasião, ele disse que era investidor vinculado a uma instituição financeira. Durante conversas sobre investimentos, ele ofereceu uma suposta oportunidade de aplicação com promessa de rendimento fixo de 5% ao mês.
No mesmo dia, a vítima fez um PIX no valor de R$ 15 mil. No mês seguinte, em novembro de 2024, ela efetuou uma nova transferência no valor de R$ 1 mil, totalizando R$ 16 mil em transferências.
Em depoimento à polícia, a vítima informou que na ocasião foram emitidas notas promissórias e firmados contratos formais de investimentos, mas que não obteve nenhum retorno do valor investido.
A vítima afirma que, ao questionar o autor sobre o lucro, ele teria alegado que os valores foram retidos pela instituição financeira, à qual ele dizia estar vinculado, e que teria ingressado com ação solicitando a liberação dos valores; no entanto, não informou o número do processo ou qualquer comprovação de vínculo com a instituição.

Ainda segundo as vítimas, o autor e a esposa dele respondem por diversas ações judiciais, além de terem aplicado golpes em outros investidores. “Soubemos de várias pessoas da igreja que também investiram e não tiveram o retorno e não conseguiram a devolução dos valores aplicados”, relata.
O que diz o empresário
Procurada pela reportagem do Midiamax para falar a respeito das denúncias, a empresa informou que não se manifestará. Confira a nota na íntegra:
“Em atenção ao contato realizado, a Durizi Investimentos esclarece que rechaça a prática de qualquer conduta ilícita e informa que as alegações mencionadas serão tratadas pelos meios legalmente adequados, com absoluta observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
Ressalta-se que a existência de boletins de ocorrência representa apenas o registro unilateral de alegações, não constituindo prova da ocorrência de qualquer ilícito, tampouco reconhecimento de responsabilidade por parte da empresa ou de seus representantes.
A Durizi Investimentos confia que eventual publicação observará os princípios da boa-fé jornalística, da veracidade da informação e da imparcialidade na apuração dos fatos, preservando os direitos fundamentais à honra, à imagem, à reputação e à presunção de Inocência da empresa e de seus representantes, evitando a divulgação de conclusões antecipadas sobre fatos que ainda não foram objeto de apuração definitiva pelas autoridades competentes.
A empresa permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos que eventualmente sejam necessários, reafirmando seu compromisso com a legalidade, a transparência e o cumprimento de suas obrigações.
Por fim, em respeito às partes envolvidas e considerando a possibilidade de futuros desdobramentos administrativos ou judiciais, a empresa não fará comentários adicionais sobre casos específicos neste momento”.
Fonte: Jornal Midiamax




