Um isqueiro vermelho foi apreendido pela polícia próximo ao sofá onde o menino de 7 anos morreu durante um incêndio em Terenos, a 31 quilômetros de Campo Grande, na noite de domingo (28). O objeto foi visto pela criança que tentou entrar na casa, percebeu as chamas e chamou os adultos.
Segundo o delegado Mateus Crovador, responsável pelas investigações, familiares relataram à polícia que haviam sentido falta do isqueiro momentos antes do incêndio. Ainda conforme o que foi informado pelos parentes, o fogo teria começado no pé do sofá.
Ao Campo Grande News, na manhã desta terça-feira (30), o delegado afirmou que essa é a hipótese mais provável para o início do fogo, mas que ainda não há conclusão oficial da perícia.
“Essa é a causa mais provável, mas a perita não definiu, só no laudo deve confirmar, ele deve ficar pronto em até 10 dias”, disse Crovador.
O menino foi encontrado entre o sofá e a parede da sala, local onde teria tentado se proteger da fumaça. A suspeita inicial é de que ele tenha morrido intoxicado.
O incêndio aconteceu por volta das 20h, em uma residência da família. A criança estava na casa da avó materna, onde parentes faziam um churrasco. Conforme a investigação, a mãe havia ido trabalhar em Sidrolândia e deixou o filho sob os cuidados da avó. A guarda do menino era do pai, com quem ele ficava durante a semana. Aos fins de semana, permanecia com a mãe.
Ainda segundo o delegado, familiares consumiram bebida alcoólica ao longo do dia. No fim da tarde, estavam dentro da casa duas crianças, uma de 7 anos e outra de 4, além de um idoso que havia sofrido derrame recentemente.
O fogo foi percebido quando uma terceira criança tentou entrar na residência, viu as chamas e chamou os adultos. A criança de 4 anos e o idoso conseguiram sair. Familiares entraram no imóvel para tentar localizar o menino, mas a fumaça intensa dificultou as buscas.
Quando a porta foi aberta, houve uma explosão na casa. O menino foi localizado no canto do sofá, entre o móvel e a parede.
Informações preliminares apontam que a criança tinha TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Matéria: Campo Grande News




