O litoral da Região Metropolitana do Recife voltou a registrar ataques de tubarão em um intervalo de apenas 48 horas, reacendendo o debate sobre a segurança dos banhistas nas praias pernambucanas. Os casos ocorreram nos dias 31 de maio e 1º de junho de 2026 e mobilizaram equipes de resgate, autoridades de saúde e especialistas em monitoramento marinho.
No domingo (31), um menino de 11 anos foi atacado por um tubarão na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O incidente aconteceu por volta das 13h30, nas proximidades do antigo Hotel Dorisol. A criança sofreu graves ferimentos e foi socorrida inicialmente para o Hospital da Aeronáutica antes de ser transferida para o Hospital da Restauração. Posteriormente, foi confirmada a amputação de sua perna esquerda devido à gravidade das lesões.
Menos de 24 horas depois, na segunda-feira (1º), uma jovem de 19 anos foi mordida por um tubarão na Praia de Boa Viagem, em Recife. O ataque ocorreu na zona sul da capital pernambucana, próximo à orla de Boa Viagem. A vítima sofreu ferimentos na perna direita, recebeu atendimento ainda na praia e foi encaminhada ao Hospital da Restauração.
Segundo avaliação preliminar do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), o animal envolvido no ataque de Boa Viagem pode ter sido um tubarão-tigre adulto com cerca de três metros de comprimento. Especialistas ressaltam que a espécie costuma ser mais ativa no início da manhã e no final da tarde, períodos considerados de maior risco para banhistas.
Os dois episódios elevaram a preocupação das autoridades. Dados do Cemit apontam que Pernambuco acumula dezenas de registros de incidentes com tubarões desde o início da série histórica, sendo as praias de Boa Viagem e Piedade algumas das áreas mais sensíveis para esse tipo de ocorrência.
Após os novos casos, especialistas reforçaram as recomendações de segurança, orientando que banhistas evitem entrar no mar em áreas sinalizadas, principalmente durante horários de maior atividade dos tubarões, além de respeitar as placas de alerta instaladas ao longo do litoral pernambucano.
Os ataques registrados em sequência voltam a colocar Pernambuco no centro das discussões sobre convivência entre atividades humanas e a fauna marinha, enquanto autoridades estudam medidas para reduzir os riscos nas áreas mais vulneráveis da costa estadual.




