InícioJustiçaNamorado acusado de matar subtenente da PM a tiro vai continuar preso

Namorado acusado de matar subtenente da PM a tiro vai continuar preso

Gilberto Jarson, de 50 anos, teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (8), em Campo Grande. Ele é suspeito de matar a subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, no bairro Estrela Dalva, na Capital.

Preso desde segunda-feira (6), Gilberto passou por audiência de custódia no Fórum Heitor Medeiros, onde o Judiciário converteu sua prisão em flagrante em preventiva. O suspeito deve ser encaminhado ao sistema penitenciário.

Agora, a defesa aguarda pela perícia nos aparelhos celulares do suspeito e da vítima. “Infelizmente, nós temos que esperar pela perícia, porque nós não temos elementos capazes de comprovar materialmente aquilo que foi dito por ele e as coisas que nós já conhecemos anteriormente”, explicou o advogado Fernando dos Santos Melo, que atua na defesa do suspeito juntamente com Jeferson Soares.

Com histórico violento, o homem acumula 20 passagens pela polícia. Quatro delas são por violência doméstica, sendo uma por agressão contra a ex-companheira, em 2016. De acordo com o avodgado Jefeson Soares, neste momento a defesa deve atuar para colher provas.

“Vinha tentando se ressocializar há algum tempo, inclusive não tem antecedentes atuais, isso é passado, mas vai ser investigado, juntado a certidões de antecedentes, a defesa não quer falar que ele é certo ou culpado, a defesa quer as provas, mas vamos trabalhar em cima disso”, explicou.

Após o tiro que matou a subtenente na tarde de segunda-feira (6), o namorado telefonou para o advogado. Desde a primeira abordagem, feita pelo militar vizinho de Marlene, Gilberto deu versões contraditórias dos fatos. Ele foi encaminhado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

Feminicídio

Conforme detalhes da PM (Polícia Militar), um vizinho policial foi o primeiro a chegar ao local do crime. Outra vizinha ouviu o tiro e comunicou ao policial militar, que então foi até a casa e encontrou Gilberto com as mãos ensanguentadas.

Segundo o soldado, ele questionou o suspeito sobre Marlene, mas ele não respondeu. Como o portão estava trancado, solicitou que Gilberto abrisse, mas ele demorou. Por isso, o militar pulou o muro da casa.

Gilberto estava falando ao telefone, com a arma na mão direita. Então, o PM ordenou que o namorado de Marlene soltasse a arma, um revólver, e ele o colocou em cima de um baú.

Quando o vizinho entrou na casa, Marlene ainda tinha sinais vitais, então, ele acionou socorro via 192, 193 e 190, mas ela não resistiu. Além do policial, outros vizinhos confirmaram que as brigas de casal eram frequentes.

Uma testemunha chegou a dizer que ouvia sempre Gilberto gritando com Marlene e que, em determinada ocasião, ouviu a mulher gritar por socorro. Após os fatos, as equipes do 9º Batalhão da PMMS foram acionadas e estiveram no local.

Aos policiais, Gilberto deu versões diferentes dos fatos. Em determinado momento, disse que ligou para a polícia após o tiro e mostrou o celular. Então, os militares identificaram também uma chamada para o advogado do suspeito.

Gilberto afirmou que a ligação ocorreu porque tinha provas de que a vítima “manifestava intenção de cometer suicídio”. Afirmou também que não houve discussão ou desentendimento na data dos fatos.

Feminicídios de 2026 em MS:

  • Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro;
  • Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro;
  • Nilza de Almeida Lima (Coxim) – 22 de fevereiro;
  • Beatriz Benevides da Silva (Três Lagoas) – 25 de fevereiro;
  • Liliane de Souza Bonfim Duarte (Ponta Porã) – 6 de março;
  • Leise Aparecida Cruz (Anastácio) – 6 de março;
  • Ereni Benites (Paranhos) – 8 de março;
  • Fátima Aparecida da Silva (Selvíria) – 23 de março;
  • Marlene de Brito Rodrigues (Campo Grande) – 6 de abril.

Fonte: Jornal Midiamax

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