Briga entre irmãos terminou com denúncia de abuso sexual envolvendo adolescente de 14 anos. O fato já era de conhecimento da madrasta da vítima, que descobriu que a menina era estuprada pelo irmão, de 18 anos, ao ler o diário da menina. O caso ocorreu na noite deste sábado (28), em Ladário, a 426 quilômetros de Campo Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de descumprimento de medida protetiva. No local, os policiais conversaram com a conselheira tutelar, que informou que duas irmãs se recusavam a permanecer na mesma casa que o irmão. Apesar da denúncia, não havia medida protetiva contra o jovem, já que o pedido nunca foi formalizado.
As partes foram conduzidas à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, acompanhadas da mãe. Durante o trajeto, uma das meninas contou que a madrasta havia encontrado um diário no qual a irmã relatava que vinha sofrendo abusos do irmão.
Segundo o conteúdo do diário, o jovem chegava embriagado em casa e tocava as partes íntimas da vítima. A mãe afirmou que as filhas disseram que o irmão teria tentado abusar delas diversas vezes, mas que, segundo elas, não houve consumação dos atos.
Ainda de acordo com os relatos, os episódios teriam começado há cerca de três anos. Nos últimos dias, as adolescentes apresentavam comportamento considerado estranho pela família. Uma delas passou a se automutilar. No fim da tarde de ontem, houve um desentendimento entre as irmãs e o irmão, e elas decidiram que não queriam mais permanecer na mesma residência.
As meninas procuraram o Conselho Tutelar porque não desejavam manter qualquer contato com o irmão. A condução do jovem à delegacia ocorreu exclusivamente pelo fato de as menores não aceitarem sua permanência na casa.
Na unidade policial, na presença da conselheira tutelar, a mãe declarou que não desejava solicitar medidas protetivas previstas. Também afirmou que não houve abuso sexual na data dos fatos, informação confirmada pela conselheira.
O caso foi registrado como estupro de vulnerável e será investigado pela Polícia Civil.
Matéria: Campo Grande News


