InícioNova Alvorada do SulErros de português revelam carga de 1,3 tonelada de pescado ilegal

Erros de português revelam carga de 1,3 tonelada de pescado ilegal

Pelo menos 1.345 quilos de pescado clandestino foram apreendidos no final da tarde desta terça-feira (10) na BR-163, em Nova Alvorada do Sul, a 118 km de Campo Grande. Erros de português nos rótulos e sinais de falsificação grosseira chamaram a atenção dos policiais.

A carga estava em um furgão frigorífico, abordado no posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal). O condutor, de 26 anos e morador em São Carlos do Ivaí (PR), apresentou as notas, informando estar transportando 2.005 quilos de pescado congelado.

Quando verificavam a carga, os policiais ficaram desconfiados por causa dos erros de português, da ausência de numeração de SIF (Serviço de Inspeção Federal) nos rótulos e duplicidade de instâncias de serviços de inspeção. O lambari tinha apenas serviço de inspeção do Paraná e não poderia ser vendido em Mato Grosso do Sul.

Os policiais fizeram consulta no SIGSIF (Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal) e no e-SISBI (Sistema de Gestão dos Serviços de Inspeção) do Ministério da Agricultura e descobriram que os layouts aprovados são totalmente divergentes dos encontrados no veículo, confirmando a falsificação.

Erros chamaram atenção durante fiscalização (Foto/Divulgação)

Conforme o boletim de ocorrência, foram apreendidos 690 quilos de filé de tilápia, 135 quilos de camarão, 90 quilos de ventrecha de tambatinga sem espinho (corte da barriga do peixe), 350 quilos de filé de pintado e 80 quilos de lambari.

Além do peixe clandestino, o furgão levava 64 caixas com 896 quilos de filé de tilápia devidamente habilitado para comercialização no território nacional. Esse produto, por estar com a documentação sanitária correta, não foi apreendido. Segundo a polícia, o veículo transportava 2.241 quilos de pescado, quase 240 quilos a mais do informado nas notas.

O condutor foi levado para a Polícia Civil e autuado por dois crimes contra a relação de consumo – por vender ou ter em depósito para venda mercadoria imprópria para o consumo; e por expor mercadoria com embalagem em desacordo com as prescrições legais. As diligências para investigar o destino da carga seguem em andamento nesta manhã, conduzidas pelo delegado Valter Guelssi.

Matéria: Campo Grande News

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