Com apoio do Gaeco/SC (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado de Santa Catarina), foi cumprido ontem o último mandado de prisão pela Operação Collusion, que apura crime de fraudes em licitações em Terenos.
O alvo, identificado preliminarmente como Geraldo, estava em Itapema (SC), um dos destinos turísticos mais procurados no litoral catarinense, conhecida pelas praias.
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A operação foi deflagrada na quarta-feira (21), simultaneamente com a Operação “Simulatum”. As duas operações têm como objetivo a desarticulação de organizações criminosas que, desde 2021, fraudam licitações e contratos públicos na Prefeitura e na Câmara Municipal de Terenos, conforme a investigação tocada pela 1ª Promotoria de Justiça na cidade.
A Operação “Collusion” (termo que remete a “conluio”) foca em acordos ilícitos para o fornecimento de materiais e serviços gráficos. Segundo as investigações, o grupo simulava concorrência através de empresas que pertenciam ao mesmo núcleo empresarial, compartilhando estrutura e recursos para induzir os órgãos públicos ao erro em procedimentos de dispensa de licitação.
Nesta operação, foram cumpridos 6 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão. Na Simulatum, foram 7 mandados de busca.
A informação é que os 6 mandados de prisão foram cumpridos. Na lista, a reportagem apurou os nomes de quatro deles: Francisco Elivaldo de Sousa, o Eli Sousa, dono do Jornal Impacto; o representante comercial Eudmar Rogers Nolasco de Faria, conhecido como Rogers Nolasco; o programador de computador Leandro de Souza Ramos; e o chef de cozinha Antônio Henrique Ocampos Ribeiro.
Trecho da decisão judicial que determinou a prisão diz que:
“Os investigados apresentam destemor às forças do Estado, o que coloca em risco o meio social que toda a ação envolve, sendo portanto dever do Estado obstar tal ação, a fim de que os agentes não continuem a delinquir e gerar prejuízos à administração pública”.
Após a confirmação da prisão, a defesa de Eli Sousa preferiu não conversar com a reportagem. O grupo Dakila divulgou nota negando qualquer envolvimento nas investigações, embora Urandir Fernandes e Eli Sousa figurem como sócios em pelo menos dois empreendimentos. O espaço segue aberto para manifestações das defesas dos outros citados.
Matéria: Campo Grande News




