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Acidentes envolvendo caminhões são os mais fatais e Capital lidera óbitos em federais de MS

Os acidentes que envolvem caminhões foram os mais fatais em Mato Grosso do Sul neste ano. Até 4 de abril, os dados mais recentes do Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Trânsito mostravam que, de 27 acidentes envolvendo veículo de grande porte, 5 resultaram em óbito.

Entretanto, os números podem ser maiores. Somente no início desta semana, ao menos dois óbitos foram registrados com sinistros que vitimaram uma servidora campo-grandense de 32 anos, que morreu após ser atingida por um caminhão-boiadeiro durante uma conversão no bairro Nova Lima, na região norte de Campo Grande, e outro caso registrado também nesta segunda-feira, em Iguatemi, em que uma mulher de 35 anos foi atropelada no Centro da cidade.

Acidente matou servidora de Campo Grande nesta segunda-feira (25). (Foto: Madu Livramento, Midiamax)

Ao longo do mês de agosto o Jornal Midiamax trouxe outros casos: um motorista de 40 anos, vítima de tombamento na tarde do dia 16, na MS-162, entre Sidrolândia e Maracaju; motoentregador de 18 anos, que morreu após colidir frontalmente contra um caminhão na Mata do Jacinto, no dia 21; além do caso do motorista de 34 anos que tombou caminhão carregado de ração, no km 18 da MS-430, entre São Gabriel do Oeste e Rio Negro, também naquela quinta-feira, 21.

Esses casos não estão inseridos ainda nos dados do Renaest Público, mas reforçam a importância de políticas públicas de prevenção e fiscalização do trânsito de carga, em especial dentro do perímetro urbano, onde os grandes veículos dividem espaço com ciclistas, motociclistas, pedestres e motoristas de utilitários menores.

Acidente na rodovia BR-262. (Foto: Madu Livramento, Midiamax)

Acidentes nas rodovias federais

Apesar de não especificar os tipos de veículos, dados também do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes revelam uma realidade violenta e desafiadora para quem ‘vive’ nas estradas federais que cortam Mato Grosso do Sul.

Somente neste ano, foram 529 sinistros registrados nos trechos federais, com predominância para a mais violenta: a , que corta o Estado, de  a Sonora, em uma extensão de mais de 845 km.

Os dados de janeiro a 20 de maio mostram que 42 pessoas perderam a vida nas BRs de MS, 18 a menos do que em 2024, durante o mesmo período. Entretanto, a imprudência segue sendo a fiel companheira da lida rodoviária.

Os números evidenciam que, na maioria dos mais de 500 casos de acidentes registrados neste ano, 285 se deram por falta de atenção. É essa justificativa ‘que assina’ a maioria dos óbitos das 42 vidas perdidas no trânsito das rodovias federais do Estado.

Desses óbitos, oito deles envolveram embriaguez ao volante, três foram resultado de ultrapassagem indevida, e outros dois ocorreram por excesso de velocidade.

Mesmo sem causar mortes, o sono também é um inimigo de quem encara a lida ao volante. Foram 24 registros de acidente com relato de motorista dormindo.

Essas ocorrências foram marcadas por:

  • 72 tombamentos;
  • 71 colisões transversais;
  • 65 colisões traseiras;
  • 51 colisões laterais;
  • 36 choques com objeto fixo;
  • 23 colisões frontais;
  • 21 atropelamentos de animais;
  • 15 atropelamentos humanos;
  • 8 capotagens;
  • e 167 acidentes que não foram identificados.

Os dados mostram ainda que a violência é maior quando o trajeto é feito em sentido crescente, ou seja, de sul a norte do Estado. Essa direção representou 330 acidentes entre janeiro a maio deste ano, enquanto quem trafega de norte a sul, foi vítima em 199 sinistros nos trechos federais.

Em perímetro urbano, foram 143 acidentes registrados contra 386 incidentes na área rural.

Dos municípios que possuem trechos federais, Campo Grande concentrou o total de 100 acidentes, dos quais 48 foram em perímetro urbano e 52 em zonas rurais.

Na BR-060, a Capital registrou 6 acidentes com 2 óbitos. Já na BR-262 foram 32 acidentes com 3 óbitos. Por fim, no trecho da BR-163 que cruza a Capital, 62 acidentes com 4 óbitos, totalizando, assim, 9 óbitos entre janeiro e maio deste ano, o que representa 21% das mortes totais no período avaliado pelo sistema federal.

 

Fonte: Jornal Midiamax

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